domingo, 5 de fevereiro de 2017

SOBRE MIGUEL SILVESTRE:




Não nasci Miguel Silvestre mas Miguel Silvestre sou. Adoptei este nome (como heterónimo) com o qual me identifico intimamente. A minha essência, a minha estrelinha da sorte a que me protege nos momentos mais amargurados gira à volta do nome Miguel. Miguel Arcanjo que me deu a conhecer este caminho assumindo-me eu como Miguel e Silvestre em recordação de uma vivência campesina sempre que chegavam as férias escolares… as intermináveis férias escolares. Ofereço estes poemas a quem se interessar por eles. Peço perdão por alguma coisa que eventualmente vos possa desagradar.

Agradeço desde já a todos os que se interessam pelo meu trabalho e que me seguem no Facebook (Poeta Miguel Silvestre). Agradeço a todos os que me ofereceram a sua amizade e a todos os outros a quem tomei a liberdade descarada de pedir amizade e que me aceitaram no seu círculo de amigos. Quanto aos poemas em si são livres dos usar como quiserem, partilhar, copiar, reencaminhar, publicar em blogues, na imprensa. Os poemas são da minha autoria e foram já todos publicados nas minhas páginas do Facebook (Poeta Miguel Silvestre) tendo sido posteriormente parcialmente removidos. São agora e pela primeira vez publicados em blogue para ajudar à promoção deste trabalho e iniciativa.

Foi com este projecto específico («Poeta Miguel Silvestre») que surgiu a ideia de transformar em livros electrónicos todos os blogues agora finalizados.

Quem quiser fazer traduções deste meu trabalho poético por favor esteja à vontade para o fazer e publicar onde quiser desde que os direitos de autor (caso exista alguma compensação remuneratória pela eventual publicação noutro país) revertam a favor de instituições de solidariedade social que trabalhem com quem mais necessita (deixo a escolha a vosso critério). Peço-vos apenas que entrem em contacto comigo se o pretenderem fazer… ou através do meu perfil do Facebook ou então em alternativa para o email deste meu blogue de poesia.


Bem hajam a todos,

Miguel Silvestre

(M)AIORIDADE



Passados que foram os anos
De esperanças vãs e desenganos
De trabalho e sacrifício
Da vida que foi suplício
Por amor à própria vida…
E assim o recomeço
Mesmo antes de acabar
Ensina que a vida não tem preço
Antes mesmo de começar
Essa criança que és
Espelho de uma outra distante
Chora de saudade agora
Dessa primeira infância
Do amor, dessa constância
Dessa (M)aioridade que demora
Mas que a todos trás saudade
De ser criança novamente agora…

Poeta Miguel Silvestre

Loulé 13/11/2013

SAUDADE



A saudade é a liberdade
De desejar o passado
Perdido na mesma saudade
Desse desejo formulado
E assim tal como um beijo
Essa saudade produz
Um intenso sentimento
De que algo se perdeu
Quando terminado o beijo
Esse desejo… morreu…

Poeta Miguel Silvestre

Loulé 13/11/2013

DESESPERO



Desespero é ter a fome
Escondida na ilusão
Da própria fome sentir
Como fartura e alimento
Sem ter para comer sustento
Fruto da imaginação
E assim quem passa fome
E não tem o que comer
Come as pedras da calçada
Que outros pisam com prazer
De manhã… de madrugada…
Em jejum… sem comer nada!!

Poeta Miguel Silvestre

Loulé 13/11/2013

ALGARVE




Terra morena Algarvia
Que passas nos cabelos do tempo
Dessa dolência vadia
Do meu descontentamento
Dá-me hoje a alegria
De te ver mais uma vez
Algarve minha alegria
Conta-me hoje de novo
A tua história e alegria
Que vive na boca do povo…

Poeta Miguel Silvestre

Loulé 14/11/2013

«RIMANCE»



Dois amantes procuraram
Esse porto de abrigo
Para o desejo matarem
Sem se descobrir o fim
Ele aproximou-se dela
Pediu-lhe que se despisse
Ela acedeu sem hesitar
Despiu-se para que ele visse
O seu corpo de desejo
Que ardia à luz da lua
E assim ela tão nua
Brilhava sob esse céu
E sob o céu estrelado
Que se estendia na noite
Ela entrega-lhe sua alma
Para que ele a preencha
De amor e de desejo
Nessa noite de paixão
Intensa…

Poeta Miguel Silvestre

Loulé 14/11/2013

THE NIGHT THAT FALLS



The shimmering day passes quietly
Falling from beside those hills
From my window I can see
The fire sun that no longer burns but stills
The gentle breeze whispering so tenderly
The daily songs of nature that goes to rest
The sleeping birds so gently
Gathering together on their nests
The wind seems to stop now and then
When the light sky goes to sleep
Red coloured clouds stand still
And a gently breeze wisps
The dark night starts to fall
Covering my known world
Raising the stars upon the sky
Wakening the night musicians
Crickets and other insects
Give my night some tenderness
And I prepare myself to rest
To awake after for one more day
Each time that the night falls
Seems my dreams so so far away
And a strong calm give me strength
And I fear nothing now and then
The world turns round and round again
I feel it in the palm of my hand
I turn to the sky and I see the moon
The LORD companion by night
And I praise and dream to be soon
In his company this night
I feel very light and I start to fly
In the direction of the stars
I can imagine this flight
So intense… so bright… upon the sky…
And I dream once more this day
Each time the night goes by
And I close my eyes again
To awake after for one eternal day
In the LORD’s companion for one more night…

Poeta Miguel Silvestre
Loulé 12/11/2013

(poema revisto por Ivan Phillips)