Desses campos tão floridos
De cores garridas aspergidos
Tão prazenteiros e tão sofridos
Fustigados pelos ventos
Ora quentes ora dolentes
Ao castigo do sol inconsequentes
Fazendo dispersar as sementes
Da sua efémera existência
Na Diáspora tão frequente
Dessa terra de sangue
Que abriga no seu seio
O pão da gente que trabalha
E faz do campo mortalha
Desta vida passageira
Poeta Miguel Silvestre
Loulé 06/12/2013

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