domingo, 5 de fevereiro de 2017

O FIO DE ARIADNE



Nesses recantos perdido
Por Dédalo pensado
Nesse Labirinto mortal
Por esse “castigo” voluntário
Desse Teseu temerário
Consultado esse oráculo
Que por amor se salvaria
Implorando aos deuses
Por grande pesar e desgosto
Mas um fio de Ariadne
Oferecido por amor e gosto
Por Teseu desenrolado
Por Ariadne guardado
Encontrou justo caminho
A bom porto o seu senhor…
Mas esse amor que sentia
Não era correspondido
Finda assim esta novela
De um poema sem sentido
Em que o verdadeiro amor
Pelo próprio amor foi perdido
Na ponta de um novelo
Desenrolado e oferecido

Num poema sem sentido…            

Poeta Miguel Silvestre
Loulé 27/11/2013

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