Nesses recantos perdido
Por Dédalo pensado
Nesse Labirinto mortal
Por esse “castigo” voluntário
Desse Teseu temerário
Consultado esse oráculo
Que por amor se salvaria
Implorando aos deuses
Por grande pesar e desgosto
Mas um fio de Ariadne
Oferecido por amor e gosto
Por Teseu desenrolado
Por Ariadne guardado
Encontrou justo caminho
A bom porto o seu senhor…
Mas esse amor que sentia
Não era correspondido
Finda assim esta novela
De um poema sem sentido
Em que o verdadeiro amor
Pelo próprio amor foi perdido
Na ponta de um novelo
Desenrolado e oferecido
Num poema sem sentido…
Poeta Miguel Silvestre
Loulé
27/11/2013

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