Nesse Oceano de lágrimas
Afundei a minha dor
De recordar fantasmas
Do amor que sei de cor
Desses doces destroços
Dos beijos teus
Milagres nossos
Carícias e lânguidos ais
Em que recordo as delicias
E te peço mais… e mais…
O amor que nós sentimos
E as carícias natais
De quando fomos crianças
E hoje que somos pais
Mas hoje a dor e o medo
Se assomam corpo fora
E depois logo incorporam
E formam esses espectros negros
Esses fantasmas do destino
Que me fazem sentir sozinho
Perdendo assim a esperança
De hoje me salvar velhinho
E amanhã… voltar criança…
Poeta
Miguel Silvestre
Loulé 07/02/2013

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