Sem esperança
Sem sustento
Sem dinheiro
Ou
Alimento
Sem ganha-pão
O tormento
De querer ter mas não ter
Trabalho para viver
Para a prole sustentar
Para um salário ganhar
Em pagamento do esforço
Vivem assim sem trabalho
Pela depressão vencidos
Desses desejos perdidos
Nessas esperanças vãs
Muitas vezes iludidos
Por promessas
Generosas
Ofertas
Bem proveitosas
Do engano
E da perfídia
De quem aos outros oferece
Um inferno de uma vida
Prometendo
Mas não pagando
O preço desse trabalho
Transformando em escravos
Os que desesperam por ter
Migalhas para viver
Neste mundo mercenário…
Poeta Miguel Silvestre
Loulé 28/11/2013

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