Desse negócio que explora
O corpo da própria mulher
Que em desespero implora
Nesse não querer de não querer
Não é por prazer que o faz
Nem o faz com alegria
Não dorme de noite nem de dia
E quase sempre é drogada
Para a manterem controlada
Nessa esperança vazia
Se o faz por necessidade é
Por que precisa de sustento
Mas acaba no tormento
Sustentando esses «chulos»
Que vivem às custas das mulheres
Vendendo a sua carne
Que é corpo
Vendendo como prazer
Vendendo como vontade
Aquilo que se faz em obrigação
Por pura necessidade…
Poeta Miguel Silvestre
Loulé 28/11/2013

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