Da madeira o desejo
De ser trabalhada pelo homem
Tornando-se em cama ou berço
Em cadeira, mesa ou contrapeso
Em viga, telhado ou janela
Madeira que no tronco em bruto
Lança um pedido da alma:
«Molda-me ao teu desejo
Molda-me à tua vontade
Molda-me para que a verdade
Possa tornar-se material
Da tua vontade homem o meu desejo
Final…»
Poeta Miguel Silvestre
Loulé 16/12/2013

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