Terna é a noite
De fantasia
Ou de medos o dia
Ou essa mesma noite vazia
Cheia de ilusões e segredos
Ao longe na floresta funda
Uivam lobos em cantorias
Suplicando a Deus… todas as noites…
Chamando a si todos os medos
E nessas florestas escuras
Onde se escondem os espíritos
Onde te acoitas segura
De nunca seres vislumbrada
Descansa a tua alma escura
Numa campa rasa de loucura
À beira de um carvalho
Desfolhada…
Campa rasa de desejo
Desse eterno beijo que esperas
Numa cama de terra fria
Onde morreu o mesmo desejo
Que nasceu com o sol… à luz do dia…
Poeta Miguel Silvestre
Loulé
13/12/2013

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