Do Tempo recordo os seus cabelos longos e brancos
De imensidões, sensações e encantos
De orgásmica
felicidade e espanto
Em espirais de contentamento
Do Tempo recordo o próprio Tempo
Em que tudo era negro e líquido
Nesse útero quente e profícuo
Onde nasci do próprio Tempo
Crescendo em tamanho
Mas do Tempo
O que mais gosto
É o momento do reencontro
Em que mostro
Ao Tempo
O que me apraz
Pleno de felicidade e encanto
Das felizes recordações
Que o próprio Tempo traz…
Poeta Miguel Silvestre
Loulé 06/12/2013

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