Nessas cidades em que a fome
Convive connosco nas ruas
Casa de sem abrigos
De mãos pedindo nuas
Vazias desse alimento
Vazias de qualquer bem
Vivem na vida um tormento
Que não se deseja a alguém
E assim sem o que comer
Sem cama
De roupa suja
Dormem em cartões e jornais
E comem do lixo à babuja
O que sobra nos caixotes
De restaurantes, casas de bem
Sendo essa a maior esmola
Que esses pobres têm
De no lixo encontrar
Esse alimento precioso
Sobras de quem deita fora
A alma e a caridade
De outros pobres ociosos
Em espírito e em verdade…
Poeta Miguel Silvestre
Loulé
20/11/2013

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