Sem abrigo sem abrigos
Dormem à chuva na rua
Nessa cidade nua
Despida de sentimentos
Nas pedras frias da rua
Nos vãos de escada vazios
Nos bancos de jardim à beira rio
No átrio de um prédio qualquer
Embrulhados em jornais
Com cartões por cobertor
E uma garrafa de vinho
Para acalmar a sua dor
A dor da sua desgraça
A dor de estômago que não passa
A dor da família perdida
A dor da própria vida
A dor da indiferença
A dor do abandono
A dor por consequência
da própria dor ser dono…
Poeta Miguel Silvestre
Loulé 28/11/2013

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