domingo, 5 de fevereiro de 2017

SUFOCO



Sufoco!
Sufoco!
Sufoco!
Desse dinheiro contado
Que é sempre pouco
Desse talão de (M)ultibanco
Mil vezes observado
Do corpo parado
Em sufoco…
Sem saldo
Desesperado
Do movimento que foi feito
Da transferência
Do pagamento
Dos juros
Da aflição
Desse talão
Desse dinheiro
Que já não chega
Dessa ilusão
Que manda a vida…
Mais não!!
Mais não!!
Basta!!!
Mais não!!!
E não…

Poeta Miguel Silvestre

Loulé 26/11/2013

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