Pelas ruas da cidade
Não vê nela a desgraça
Dos males da sociedade
Não vê o pobre que come
Dessa lata de lixo alimento
Do que sobeja de outros
Sendo esse o seu sustento
Feliz daquele que passa
Ignorando essa verdade
Feliz aquele que passa
Ao lado da infelicidade
Mas o outro o que vê…
A pobreza que se esconde
O outro o que responde
Aos apelos de quem pede
O outro aquele que vê
A má sorte, o infortúnio
Infeliz desse que sofre
Com todas as dores do mundo
Que carrega como suas
Bem fundo da sua alma
Infeliz daquele que calça
Essas sandálias da desgraça
Mas mais infeliz
Infeliz é
Quem vive e morre só
Sozinho nessa praça…
Poeta Miguel Silvestre
Loulé 26/11/2013

Sem comentários:
Enviar um comentário