domingo, 5 de fevereiro de 2017

A ESTÁTUA DE FOGO A ARDER



Ergue-te homem mais uma vez
Levanta-te tu que caíste no chão
No chão da tua miséria
No chão que te serve hoje de colchão
E dessa calçada fria
Coberto de vinho e de sangue
Chegas tu homem
Constante
Pedindo esmola:
«hoje não…»
Escutas essa recusa convicta
De quem desconfia de ti
Recusando a esmola maldita
Que te prende a esse chão
O teu fim…

Poeta Miguel Silvestre

Loulé 21/12/2013

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